Horizonte mórbido

Ouvi as rochas A chuva O sonho Roube me... Destroço da paciência Perca-me, Falsa e ingênua inocência Dos rochedos que tratei, Que falei... Referência mórbida Morbidez da paisagem Tórrido horizonte, Que me tens em choro, Como sempre tens a mensagem Há metros de gramado Verde eterno, sepultado Mal tratado, idolatrado Virtudes em vão... Te tenho em versos, mas, Te tenho em mãos? O pôr-do-sol, pôe-se ao chão 12/03/2002

O fim, do dia

Ao desprazer do fim do dia Vejo a noite descer, Aprecio esta sim, Mas é o fim, é o dia a morrer A noite é, ao entristecer do dia, O que é o amor na agonia tardia De quando chovia E quando chovia, Era o dia a lagrimar Pelo fim que teria A noite a tardar O vespertino também havia, E nas janelas em que achuva batia, O início sempre seria, o nascer do dia, a começar Pois uma noite fria é triste, Como quando solitário o ser seria, Sem amor, sem calor, piedade ou anestesia Ao esquecer da noite, ao aquecer do dia E o dia, a noite sabia, Tinha ao menos a tarde campestre Para se animar, enfim, na curta poesia 30/01/2003